Como visitar a Cidade da Metade do Mundo, no Equador?

Olá, Viajante! Aqui é o Ronaldo e hoje quero lhe mostrar um bate e volta bem legal para fazer de Quito. Você já pensou em ir para a Cidade da Metade do Mundo, que é onde fica a Linha do Equador? Digo logo que a experiência é fantástica.

Neste post, vou lhe contar como fazer isso, bem como o que você pode fazer por lá.

É possível aproveitar bem a cidade em meio dia, mas se você for detalhista saia bem cedinho e volte no final da tarde. Eu fiz isso.

COMO CHEGAR?

Há duas opções para chegar na Mitad del Mundo, a depender do seu perfil.

Se você gosta de segurança somada com boa informação, recomendo o ônibus turístico da Civitatis, que lhe pega no hotel em Quito e lhe deixa na Linha do Equador.

A outra opção é ir de ônibus.

Eu decidi ir de ônibus ou, como eles chamam no Equador, metrobus, que é um ônibus que sai de umas plataformas.

Peguei o metrobus “Corredor del Norte” no Centro Histórico de Quito e desci na Estação Ofelia. Esse percurso durou 1 hora.

Depois, precisei pegar outro ônibus, que seguiu direto para a Cidade da Metade do Mundo. Cheguei em 30 minutos.

Confesso que fiquei um pouco perdido quando cheguei, pois é um enorme espaço aberto. Fui andando até passar pela sede da antiga UNASUL (União das Nações Sul-americanas).

A partir daí já é possível ver a entrada da parte turística da cidade. Nessa parte, existe um bilheteria e você tem 2 opções.

1) Conhecer apenas o Monumento da Metade do Mundo (em homenagem à fixação da Linha do Equador); ou

2) Entrada completa, que envolve o acesso a várias atrações, como o Museu Equatorial, o Planetário, o Museu do Cacau etc.

O QUE É POSSÍVEL FAZER?

Há uma série de coisas que é possível fazer na Cidade da Metade do Mundo.

1. Ao iniciar sua visita o turista pode entrar nas casas dos povos ancestrais equatorianos, que estão cuidadosamente preservadas, com seus utensílios e instrumentos originais. Você poderá entrar nas casas típicas dos Shuar, bem como dos povos da Serra e da Costa.

2. Visitar o Monumento da Metade do Mundo. Há um museu lá dentro e um mirador na cobertura. Falo mais dele mais abaixo neste post.

3. Em frente ao Museu fica a Linha do Equador. Dizem que se a pessoa andar pela Linha do Equador com os olhos fechados e os braços abertos, perde o equilíbrio. Bom, eu andei e não caí. Mas tinham uns velhinhos que caíam sempre. Entendedores entenderão.

4. Outra coisa (bem legal!) é equilibrar um ovo encima de um prego. Eu fiz e deu certo. Se você conseguir equilibrar o ovo, você ganha um certificado pagando 1 dólar.

5. Comer FRITADA no restaurante em frente ao Monumento. Este é um prato típico do Equador. É feito de carne de porco, acompanhada de abacate, mote (um grão branco com gosto bem suave), banana frita e milho tostado. Beeem gostoso.

6. Visitar a Praça do Cacau (Plaza del Cacao), onde é possível aprender a história da extração do Cacau e experimentar vários tipos de chocolate, com diferentes níveis de cacau. No fim, pode comprar os chocolates que você gostou.

7. Museu da Cerveja Artesanal (Museo de la Cerveza Artesanal). Aqui você vai conhecer a história da cerveja desde a antiguidade, ver os tipos de cervejas que são feitas no Equador e, ao final, poderá degustar as três cervejas do museu: a loira (rubia), a vermelha (roja) e a preta (negra).

8. Ir ao Planetário. Dotado do projetor universal alemão ZKP-2, é possível ver as principais estrelas, galáxias, constelações e planetas. Há um filme de 22 minutos bem interessante, que é exibido a cada 30 minutos e tem capacidade para 60 pessoas.

9. Ir na exposição “La estación del tren”, onde o turista pode conhecer a evolução da utilização dos trens no Equador, bem como entrar em um vagão onde mostra um vídeo do passeio no famoso Trem Cruzeiro.

10. Andar pelas lojinhas que vendem objetos típicos dos indígenas equatorianos.

11. No final da tarde, tem uma apresentação de danças indígenas. É muito bom para a despedida.

MONUMENTO DA LINHA DO EQUADOR

Seguramente, o principal ponto de visitação é o Monumento da Metade do Mundo (Monumento a la Mitad del Mundo). Ele fica na Plaza Central e possui 30 metros de altura.

No seu cume há um globo terrestre. As pessoas adoram tirar foto diante deste monumento com uma perna em cada parte da linha do Equador, uma ao norte e outra ao sul.

É possível também tirar uma foto paga. O fotógrafo de plantão faz parecer que você está segurando o mundo com as mãos. Quando fui em 2017, um fotógrafo cobrava 3 dólares por foto. 2 saíam por 5 dólares. Achei caro, mas tirei mesmo assim. A foto sai na hora.

Esse Monumento foi construído em homenagem a uma missão tecnológica francesa, que conseguiu descobrir a linha que dividia o globo nos hemisférios norte e sul e que ficava no Equador.

Equador, inclusive, quer dizer “metade”.

Na entrada do monumento há informação de que estamos na latitude zero e a 2400 metros acima do nível do mar.

Dentro do Monumento há um museu com uma série de exposições, que abordam o caráter multiétnico do Equador, país composto por várias nações indígenas, além do negro e do branco europeu.

É possível fazer uma fotomontagem e levar sua foto em paisagens tradicionais do Equador, como as ilhas Galápagos, a igreja da Basílica de Quito ou de uma comunidade shuar (não fiz, pois ia passar 3 meses no Equador como professor).

Mas o que eu mais gostei foi o Museu Interativo, dedicado às ciências naturais.

Lá você pode entender como se formam as estações do ano, como incidem os raios solares na terra, tem uma balança que compara o seu peso com o peso do sol e da lua, e o melhor, uma descarga que mostra que, devido ao magnetismo da linha do Equador, ao norte da linha a água da descarga desce em uma direção e, ao sul, em outra direção. Isso se deve ao “efeito coriolis”. Fantástico.

Se você subir até à cobertura do Monumento é possível ter a vista de toda a cidade, inclusive da Linha do Equador.

A VERDADEIRA LINHA DO EQUADOR (MUSEU INTIÑAN)

O interessante é que, depois da invenção do GPS, descobriu-se que a missão francesa que indicou qual seria a metade do mundo errou, pois, na verdade, a “metade do mundo” fica a uns 200 metros da linha indicada por eles. De todo modo, é um feito fantástico, pois eles indicaram essa linha ainda no século XVIII.

A verdadeira linha fica no Museu Intiñãn. Ele fica fora da cidade. Então, se você quiser visitá-lo reserve um tempinho ou no começo do passeio ou ao final, porque você não poderá voltar.

De todo modo, o caminho até ele é meio esquisito. Eu fui andando e já era final de tarde. Peguei uma estrada de terra batida e parecia que eu estava me afastando da civilização…

Mas se você tem espírito aventureiro, acho que não tem nenhum perigo. Lá tem umas exposições de instrumentos e costumes dos povos indígenas originários do Equador. Você também pode equilibrar um ovo e andar na verdadeira Linha do Equador.

***

É isso. Espero que você aproveite esse bate e volta fantástico.

***

Se você quer conhecer mais o Equador, sugiro o(s) post(s) abaixo:

Quito – 5 coisas para visitar no Centro Histórico 

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